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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Picanha suína

Sempre que temos um convidado damos uma caprichada no cardápio.

Imagina agora se esta convidada além de amiga é a leitora mais participativa do blog.

No último sábado a Sheyna veio aqui em casa e participou de um de nossos jantares, e claro, tive que pensar em um cardápio que correspondesse às expectativas.

Pensei nas preferências da convidada, vi o tempo que tinha disponível para não deixar ninguém azul de fome durante o preparo e corri para o mercado.

Chegando lá fui direto para as carnes. Queria alguma carne que não estivéssemos habituadas a fazer, mas ao mesmo tempo nada exótico. E foi quando encontrei a picanha suína.

Uma peça de carne com muita gordura, já temperada e muito bonita. Umas batatinhas, cebolinhas, tomatinhos e batata doce para acompanhar e do mercado direto para a cozinha arregaçar as mangas.

De entrada optei por uma salada simples, de alface e espinafre picados, azeitonas pretas e mussarela ralada na hora.

De molho para a salada, mostarda holandesa com mel e azeite para deixar mais brilhante.


Também pensando na preferência de minha convidada escolhi para acompanhar o jantar o vinho argentino Alfredo Roca, um Pinot Noir de sabor suave e bem leve. Um vinho bem gostoso de tomar e de toque bem feminino.


Como disse, a picanha suína já veio temperada, só complementei com umas folhinhas de alecrim, azeite e bastante limão.

Além do caldo de dois limões ainda coloquei três rodelas embaixo da carne. Enrolei no alumínio e levei ao forno a 180° por uma hora.

Enquanto isso lavei as batatinhas, cebolinhas e tomatinhos, tudo assim no diminutivo mesmo. E também descasquei e cortei em pedaços a batata doce.

Então abri o alumínio, tirei o excesso de gordura da carne, coloquei as batatas, cebolas e tomates na forma e reguei tudo com manteiga derretida e um pouco de sal grosso. Deixei no forno mexendo de vez em quando por mais uma hora. Até que a capa de gordura da carne estivesse bem torrada.

A carne ficou bem macia, rosada, saborosa e suculenta. A quantidade de gordura e assá-la no alumínio fez com que não perdesse umidade e o limão além de deixá-la bem macia, assim como a gordura, ainda deixou o sabor da carne mais leve, com aquele gosto de quero mais.

Os legumes ficaram bem cozidos e foram um excelente acompanhamento.

Tudo bem, fui eu que fiz e sou suspeita para falar que foi a carne suína mais suculenta e incrível que eu já comi, mas quando todos repetem o prato é um baita elogio, não é?

Fiquei pensando também que este é um excelente corte para churrasco. Vou dar a dica para meu cunhado incluí-lo no próximo.


Para a sobremesa preparei uma ganache com um toque de vinho do porto, creme de confeiteiro, piquei damascos e fiz um pouco de leite com chocolate e um pouquinho de cravo moído. Abri um pacote de bolacha maizena e deixei que cada um montasse a sua.

Afinal a graça é participar do preparo de alguma forma.

Cada um fez a sua montagem como bem lhe apeteceu. Mas confesso que sobremesa continua não sendo o meu forte.

E como deixei o preparo por último o creme e a ganache não estavam ainda na consistência certa. O que também prejudicou a montagem e o sabor.



Definitivamente preciso começar a pensar nas sobremesas com uma antecedência maior. Assim, quem sabe, ela pode deixar de ser um ponto fraco e passar a ser a chave de ouro dos jantares.