Sempre que temos um convidado damos uma caprichada no cardápio.
Imagina agora se esta convidada além de amiga é a leitora mais participativa do blog.
No último sábado a Sheyna veio aqui em casa e participou de um de nossos jantares, e claro, tive que pensar em um cardápio que correspondesse às expectativas.
Pensei nas preferências da convidada, vi o tempo que tinha disponível para não deixar ninguém azul de fome durante o preparo e corri para o mercado.
Chegando lá fui direto para as carnes. Queria alguma carne que não estivéssemos habituadas a fazer, mas ao mesmo tempo nada exótico. E foi quando encontrei a picanha suína.
Uma peça de carne com muita gordura, já temperada e muito bonita. Umas batatinhas, cebolinhas, tomatinhos e batata doce para acompanhar e do mercado direto para a cozinha arregaçar as mangas.
De entrada optei por uma salada simples, de alface e espinafre picados, azeitonas pretas e mussarela ralada na hora.
De molho para a salada, mostarda holandesa com mel e azeite para deixar mais brilhante.
Também pensando na preferência de minha convidada escolhi para acompanhar o jantar o vinho argentino Alfredo Roca, um Pinot Noir de sabor suave e bem leve. Um vinho bem gostoso de tomar e de toque bem feminino.
Como disse, a picanha suína já veio temperada, só complementei com umas folhinhas de alecrim, azeite e bastante limão.
Além do caldo de dois limões ainda coloquei três rodelas embaixo da carne. Enrolei no alumínio e levei ao forno a 180° por uma hora.
Enquanto isso lavei as batatinhas, cebolinhas e tomatinhos, tudo assim no diminutivo mesmo. E também descasquei e cortei em pedaços a batata doce.
Então abri o alumínio, tirei o excesso de gordura da carne, coloquei as batatas, cebolas e tomates na forma e reguei tudo com manteiga derretida e um pouco de sal grosso. Deixei no forno mexendo de vez em quando por mais uma hora. Até que a capa de gordura da carne estivesse bem torrada.
A carne ficou bem macia, rosada, saborosa e suculenta. A quantidade de gordura e assá-la no alumínio fez com que não perdesse umidade e o limão além de deixá-la bem macia, assim como a gordura, ainda deixou o sabor da carne mais leve, com aquele gosto de quero mais.
Os legumes ficaram bem cozidos e foram um excelente acompanhamento.
Tudo bem, fui eu que fiz e sou suspeita para falar que foi a carne suína mais suculenta e incrível que eu já comi, mas quando todos repetem o prato é um baita elogio, não é?
Fiquei pensando também que este é um excelente corte para churrasco. Vou dar a dica para meu cunhado incluí-lo no próximo.
Para a sobremesa preparei uma ganache com um toque de vinho do porto, creme de confeiteiro, piquei damascos e fiz um pouco de leite com chocolate e um pouquinho de cravo moído. Abri um pacote de bolacha maizena e deixei que cada um montasse a sua.
Afinal a graça é participar do preparo de alguma forma.
Cada um fez a sua montagem como bem lhe apeteceu. Mas confesso que sobremesa continua não sendo o meu forte.
E como deixei o preparo por último o creme e a ganache não estavam ainda na consistência certa. O que também prejudicou a montagem e o sabor.
Definitivamente preciso começar a pensar nas sobremesas com uma antecedência maior. Assim, quem sabe, ela pode deixar de ser um ponto fraco e passar a ser a chave de ouro dos jantares.